quarta-feira, 8 de julho de 2020

Para a História lembrar



Há momentos atípicos e especiais
que são importantes a história relembrar.
Um exemplo que não dá para esquecer
é o período que estamos a passar.
Quem há alguns meses
poderia a atual situação imaginar?
O mundo inteiro !
Contaminação e óbitos a amargurar !
Mas, em vez de nos pormos a lamentar,
o mais importante é refletir, meditar...
do quê adianta bens acumular
se nada pudermos usufruir ?
Companhias de aviação a naufragar,
as pessoas isoladas umas das outras,
empresas a desempregar,
o risco do vírus a se disseminar !
Afinal...o que significa o “existir”,
se uma pandemia está a nos mostrar,
a fragilidade que a vida nos está a oferecer.
Importa sim, as lições que devamos tirar.
Recompor o valor dos sentimentos,
buscar as desigualdades minorar,
incentivar a justiça, a paz e a harmonia,
no futuro acreditar,
reconhecer que a vida é uma arte                                                     08/07/2020
que só compensa se a soubermos levar !                                 M F G de Souza

segunda-feira, 6 de julho de 2020

A HORA DE PENSAR NO VELHO TREM


Ao longe se ouvia o apito do trem.
Com ele também chegava a alegria;
Na plataforma as pessoas se deslocavam,
Eram passageiros para embarcar,
Outros sorriam a esperar
Pelo que o esperado trem pudesse trazer:
Parentes, amigos, carga, correspondência.
Todo aquele agito não podia esconder,
O que mais importante havia: a esperança.
Quem partia, pensava em ir e voltar,
Quem chegava notícias trazia
E muitos retornavam para as saudades matar
Ou, para definitivamente ficar.
Que felicidade era o reencontro,
Quantos sorrisos, quantos abraços,
Sinceramente, as palavras pouco podem falar.

Essa era a rotina da velha estação,
A hora da chegada do trem,
Era um  horário em que o tempo não corria,
O mundo parecia parar,
Para que cada um pudesse sentir
O seu coração a palpitar,
A tristeza fugir,
Os sonhos a chegar.

Quantos encontros de amor,
Quantos futuros ali traçados,
A estação era como um jardim
De onde brotavam as sementes,
E de cada semente germinava uma flor.

Fizesse sol e chuva lá vinha o trem.
Seu apito marcava o tempo na cidade,
E tudo isso era romântico. 

Mas eis que chega o “progresso”.
Um bom número de estações fechadas,
Um sem número de quilômetros erradicados,
Por razões as mais diversas:
Econômicas, de traçado, de flexibilidade,
Pois o concorrente era mais “dinâmico”,
Não precisava de trilhos para circular,
Permitia o transporte individual,
Era mais fácil de construir,
Era isso, era aquilo,....
E aí então esqueceram do velho trem,
Acabaram com ramais,
Estações então se fecharam,
As poucas que sobreviveram,
Ficaram como simples reminiscência,
De um tempo que se foi,
Substituído sem complacência,
Por uma época que agora só quantifica,
O que dizem “gerar resultados”.

Hoje, tudo tem que demonstrar eficiência,
Mas para quem viveu o passado,
Tem plena consciência
De que a economia não é tudo,
E não basta querer tudo,
Pois o mais importante,
O que se busca no mundo,
Se denomina FELICIDADE,
E esta, felizmente, não se mede
Apenas por números e pela $$$ quantidade.


Maurício de Souza, após excelente palestra

de Américo Maia em 10 de janeiro de 2011,

no auditório da AENFER


terça-feira, 30 de junho de 2020

O custo da mobilidade urbana na pandemia

A pandemia vem mudando drasticamente o cotidiano das cidades, principalmente no tocante à circulação e mobilidade das pessoas. As recomendações das instituições sanitárias orientam evitar o contato social e aglomerações, o que impacta diretamente o transporte público. Com redução de aproximadamente 80% de passageiros e sem perspectiva de retomada da demanda, os modos de alta capacidade enfrentam um cenário de dificuldade financeira inimaginável, colocando em risco o equilíbrio econômico de seus operadores e a continuidade de um serviço essencial.
O cenário demanda atuação governamental imediata, com criação de novas fontes de recursos para o sistema. O setor precisa de auxílio financeiro emergencial para a sua subsistência. Neste artigo, propomos a adoção de uma política pública de financiamento do transporte coletivo por meio de contribuições pequenas de toda a sociedade, nos moldes do que tem sido feito em diversos países do mundo — passa a ser uma prioridade para a mobilidade urbana.
Dados da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) mostram que quase 90% da receita destinada ao transporte público brasileiro vêm das tarifas, enquanto os demais 10% se referem majoritariamente a subsídios governamentais. É dever do governo equilibrar essa balança, oferecendo meios para que a conta seja dividida com toda a sociedade, buscando sempre a acessibilidade para os cidadãos e a viabilidade da operação. Alternativas de angariação de recursos já são aplicadas em grandes cidades. Na Carolina do Sul e no Oregon, nos EUA, e em Bogotá, na Colômbia, há taxações de combustíveis fósseis destinadas especificamente ao transporte coletivo. Em Iowa e Califórnia, nos EUA, e em Toronto e Montreal, no Canadá, uma taxa extra é cobrada no licenciamento de veículos (similar ao IPVA) e subsidia os serviços públicos de mobilidade. Barcelona e Nova York destinam parte dos impostos sobre propriedades para o financiamento do transporte público.
O déficit operacional e financeiro que será imposto aos operadores de transporte brasileiros durante e após a pandemia e a necessidade da manutenção da qualidade dos serviços devem acelerar a introdução de novas políticas de subsídio, a fim de garantir a subsistência dos sistemas de transporte público. Em abril, os transportes sobre trilhos do Rio de Janeiro (MetrôRio, SuperVia e VLT) apresentaram, conjuntamente, prejuízos de R$ 110 milhões. Com a continuidade das medidas de isolamento, essa perda tende a aumentar, possivelmente inviabilizando a sobrevivência do setor sem que haja outras fontes de receita.
Para efeito de comparação, caso fosse criado um imposto sobre a venda de gasolina de 2% do preço final ao consumidor (aproximadamente R$ 0,08 por litro) e, também, 2% dos montantes arrecadados com o IPTU e o IPVA fossem destinados ao transporte público, seriam arrecadados, por ano, cerca de R$ 308 milhões. Esse recurso poderia ajudar o setor a sobreviver, no curto prazo, e significaria a possibilidade de maior investimento num segundo momento. Logo, é de vital importância para a sustentabilidade dos sistemas de transportes que haja auxílio por parte do poder público. Fontes de financiamento alternativo serviriam não somente para equalizar as contas no curto prazo, mas também como mecanismos ad aeternum de incentivo à mobilidade eficiente, integrada e acessível nas cidades brasileiras.

Autor: Joubert Fortes Flores Filho, Presidente do Conselho da ANPTrilhos
Artigo publicado no Jornal O Globo, no dia 13 de junho de 2020.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Ferroeste: conselho dá parecer favorável à privatização


O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos deu parecer favorável à qualificação para privatização da Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A. (Ferroeste), no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Caberá agora ao presidente da República, Jair Bolsonaro, decidir se acata ou não o parecer.
O pedido de inclusão da ferrovia no PPI foi feito pelo governo do Paraná. Caso o presidente referende a decisão do conselho, o próximo passo é a formação de um comitê para acompanhar a execução do projeto em todas as etapas para sua implementação.

O comitê é constituído por um representante do Ministério da Economia, por meio da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos, que o coordenará; um representante do Ministério da Infraestrutura; um representante da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT); e dois representantes indicados pelo governo do Paraná.
O prazo para conclusão dos trabalhos é de 360 dias a partir da publicação do ato normativo de sua criação, prorrogáveis por igual período se necessário. A expectativa é que a ferrovia seja leiloada na B3, até o final de 2021.
De acordo com a resolução do PPI, privatização da ferrovia visa reduzir o papel do Estado em atividades econômicas e faz “parte de uma estratégia de ampliação da malha ferroviária de interesse do estado do Paraná e da União”.
Criada em 1988, a malha da Ferroeste interliga os municípios paranaenses de Cascavel e Guarapuava. Em 2016, foi aprovada a sua extensão até Dourados (MS).
A ferrovia chegou a ser privatizada em 1996, durante a gestão do governador Jaime Lerner. Mas após o consórcio operador da ferrovia deixar de pagar as parcelas do contrato de concessão e de fazer os investimentos estabelecidos no acordo, o controle da ferrovia foi retomado pelo estado durante a gestão do governador Roberto Requião, em 2006.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Russos querem construir trens de alta velocidade que operem a 400km/h

Uma parceria entre a Russian Railways, o Centro de Engenharia para Transporte Ferroviário e Knorr-Bremse busca desenvolver trens de alta velocidade que ligariam as maiores cidades do país com velocidades de até 400 km/h. A expectativa é que o primeiro comboio veloz possa entrar em serviço em 2026.
O consórcio contempla a prestação de serviços de engenharia, consultoria e design e o desenvolvimento de documentação operacional para o material rodante de alta velocidade e sua produção no próprio país.
Empresas como a Sinara Transport e Siemens Mobility estão envolvidas no projeto, com o objetivo de desenvolver uma composição de trens capaz de atingir as velocidades maiores que as linhas rápidas na Europa.
Parte da empresas já possuem experiência no modal veloz, como a Knorr-Bremse, integrante do programa, que forneceu subsistemas para os 16 trens em parceria com a Siemens, que atualmente operam serviços entre Moscou e São Petersburgo e Nizhny Novgorod, com velocidades de até 250 km/h, e mais 13 desses trens deste tipo estão encomendados.
Fonte: Viatrolebus, 25/06/2020

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Bondinho de Santa Teresa volta a circular

A operação do sistema de bondes de Santa Teresa foi retomada seguindo protocolos definidos pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde. As regras para a volta ao funcionamento foram publicadas nesta quarta-feira (24) no Diário Oficial do estado e passam a valer desde já.

Inicialmente, o funcionamento vai ocorrer de segunda a domingo, das 10h às 16h, mas o horário poderá ser prolongado, de acordo com a demanda. As viagens vão ocorrer a cada hora, intercalando os trajetos entre Carioca - Largo dos Guimarães e Carioca - Dois Irmãos.

A lotação máxima permitida em cada bonde será de 16 passageiros, ou seja, com 50% da capacidade. O uso de máscara de proteção é obrigatório. O transporte deve oferecer álcool em gel 70% aos passageiros nas dependências do veículo.

A Estação Carioca contará com um box para desinfecção viral. A estrutura dispõe de um sensor de presença, que aciona borrifadores com uma solução antisséptica, do pescoço para baixo, para não prejudicar olhos e ouvidos e sem a necessidade de que o passageiro precise retirar a máscara de proteção durante o processo de desinfecção.

Fonte: G1, 24/06/2020

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Ferrovia que vai ligar Paraná ao Mato Grosso do Sul deve ser assinado em julho

O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) que integra o processo de licitação para a construção do trecho ferroviário que irá interligar o município de Maracaju à cidade de Cascavel (PR) deve ser assinado nos próximos 30 dias pelos governos do Paraná e de Mato Grosso do Sul.

A informação foi dada na tarde de segunda-feira (15) ao secretário Jaime Verruck, da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) durante a primeira reunião de trabalho após o anúncio da qualificação do projeto no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) realizado pelo Ministério da Economia e que deve acelerar o processo de desestatização da Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A. (Ferroeste).
Conforme Verruck, a partir de agora, o governo federal passa a auxiliar o governo paranaense com apoio técnico regulatório necessário para a elaboração do edital de licitação, sendo que o primeiro passo é o EVTEA. “Mato Grosso do Sul será diretamente beneficiado já que será construído um ramal de extensão até Maracaju abrindo novo canal de escoamento de soja, etanol e outros produtos até o Porto de Paranaguá. Essa é uma obra de extrema relevância, pois vai oferecer uma alternativa logística mais competitiva para o escoamento da produção do nosso agronegócio. A qualificação do projeto no âmbito da PPI é extremamente importante para atrair investidores”, comentou.
De acordo com o secretário da Casa Civil do Governo do Paraná, Luiz Antonio Fagundes , o EVTEA já foi licitado e contratado pelo Governo do Paraná, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A perspectiva é de que nos próximos 30 dias ocorra a assinatura com a empresa ganhadora.
Segundo o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves, a Ferroeste, no trecho de 248 km entre Guarapuava (PR) a Cascavel (PR), bateu recorde de operação neste ano. “O foco é fazer chegar até o Porto de Paranaguá e interligar Maracaju nesse percurso”, acrescentou.
Ainda de acordo com Jaime Verruck., o passo seguinte será o início da elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). “O EIA-RIMA é de competência do Ibama pois trata-se de uma obra com impacto em dois estados no Rio Paraná, que é da jurisdição da União. Esperamos que seja estabelecido um termo de referência pelo Ibama, mas os órgãos ambientais dos estados vão ficar à disposição para apoiar.
A expectativa, de acordo com o titular da Semagro é de que o leilão da Ferroeste ocorra e seja concluído até o final de 2021. “Já existe uma concessão vigente para essa ferrovia, que vai até 2079. Há uma estimativa inicial de investimento total na ordem de R$ 8 bilhões, sendo que cerca de R$ 3 bilhões voltados para as obras no percurso dentro de Mato Grosso do Sul, o que daria uma perspectiva de mais de mil empregos no período de construção. É uma obra fundamental para o Estado”, finalizou o secretário.
Fonte: G1, 17/06/2020

Para a História lembrar

Há momentos atípicos e especiais que são importantes a história relembrar. Um exemplo que não dá para esquecer é o período que est...