terça-feira, 30 de junho de 2020

O custo da mobilidade urbana na pandemia

A pandemia vem mudando drasticamente o cotidiano das cidades, principalmente no tocante à circulação e mobilidade das pessoas. As recomendações das instituições sanitárias orientam evitar o contato social e aglomerações, o que impacta diretamente o transporte público. Com redução de aproximadamente 80% de passageiros e sem perspectiva de retomada da demanda, os modos de alta capacidade enfrentam um cenário de dificuldade financeira inimaginável, colocando em risco o equilíbrio econômico de seus operadores e a continuidade de um serviço essencial.
O cenário demanda atuação governamental imediata, com criação de novas fontes de recursos para o sistema. O setor precisa de auxílio financeiro emergencial para a sua subsistência. Neste artigo, propomos a adoção de uma política pública de financiamento do transporte coletivo por meio de contribuições pequenas de toda a sociedade, nos moldes do que tem sido feito em diversos países do mundo — passa a ser uma prioridade para a mobilidade urbana.
Dados da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) mostram que quase 90% da receita destinada ao transporte público brasileiro vêm das tarifas, enquanto os demais 10% se referem majoritariamente a subsídios governamentais. É dever do governo equilibrar essa balança, oferecendo meios para que a conta seja dividida com toda a sociedade, buscando sempre a acessibilidade para os cidadãos e a viabilidade da operação. Alternativas de angariação de recursos já são aplicadas em grandes cidades. Na Carolina do Sul e no Oregon, nos EUA, e em Bogotá, na Colômbia, há taxações de combustíveis fósseis destinadas especificamente ao transporte coletivo. Em Iowa e Califórnia, nos EUA, e em Toronto e Montreal, no Canadá, uma taxa extra é cobrada no licenciamento de veículos (similar ao IPVA) e subsidia os serviços públicos de mobilidade. Barcelona e Nova York destinam parte dos impostos sobre propriedades para o financiamento do transporte público.
O déficit operacional e financeiro que será imposto aos operadores de transporte brasileiros durante e após a pandemia e a necessidade da manutenção da qualidade dos serviços devem acelerar a introdução de novas políticas de subsídio, a fim de garantir a subsistência dos sistemas de transporte público. Em abril, os transportes sobre trilhos do Rio de Janeiro (MetrôRio, SuperVia e VLT) apresentaram, conjuntamente, prejuízos de R$ 110 milhões. Com a continuidade das medidas de isolamento, essa perda tende a aumentar, possivelmente inviabilizando a sobrevivência do setor sem que haja outras fontes de receita.
Para efeito de comparação, caso fosse criado um imposto sobre a venda de gasolina de 2% do preço final ao consumidor (aproximadamente R$ 0,08 por litro) e, também, 2% dos montantes arrecadados com o IPTU e o IPVA fossem destinados ao transporte público, seriam arrecadados, por ano, cerca de R$ 308 milhões. Esse recurso poderia ajudar o setor a sobreviver, no curto prazo, e significaria a possibilidade de maior investimento num segundo momento. Logo, é de vital importância para a sustentabilidade dos sistemas de transportes que haja auxílio por parte do poder público. Fontes de financiamento alternativo serviriam não somente para equalizar as contas no curto prazo, mas também como mecanismos ad aeternum de incentivo à mobilidade eficiente, integrada e acessível nas cidades brasileiras.

Autor: Joubert Fortes Flores Filho, Presidente do Conselho da ANPTrilhos
Artigo publicado no Jornal O Globo, no dia 13 de junho de 2020.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Ferroeste: conselho dá parecer favorável à privatização


O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos deu parecer favorável à qualificação para privatização da Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A. (Ferroeste), no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Caberá agora ao presidente da República, Jair Bolsonaro, decidir se acata ou não o parecer.
O pedido de inclusão da ferrovia no PPI foi feito pelo governo do Paraná. Caso o presidente referende a decisão do conselho, o próximo passo é a formação de um comitê para acompanhar a execução do projeto em todas as etapas para sua implementação.

O comitê é constituído por um representante do Ministério da Economia, por meio da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos, que o coordenará; um representante do Ministério da Infraestrutura; um representante da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT); e dois representantes indicados pelo governo do Paraná.
O prazo para conclusão dos trabalhos é de 360 dias a partir da publicação do ato normativo de sua criação, prorrogáveis por igual período se necessário. A expectativa é que a ferrovia seja leiloada na B3, até o final de 2021.
De acordo com a resolução do PPI, privatização da ferrovia visa reduzir o papel do Estado em atividades econômicas e faz “parte de uma estratégia de ampliação da malha ferroviária de interesse do estado do Paraná e da União”.
Criada em 1988, a malha da Ferroeste interliga os municípios paranaenses de Cascavel e Guarapuava. Em 2016, foi aprovada a sua extensão até Dourados (MS).
A ferrovia chegou a ser privatizada em 1996, durante a gestão do governador Jaime Lerner. Mas após o consórcio operador da ferrovia deixar de pagar as parcelas do contrato de concessão e de fazer os investimentos estabelecidos no acordo, o controle da ferrovia foi retomado pelo estado durante a gestão do governador Roberto Requião, em 2006.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Russos querem construir trens de alta velocidade que operem a 400km/h

Uma parceria entre a Russian Railways, o Centro de Engenharia para Transporte Ferroviário e Knorr-Bremse busca desenvolver trens de alta velocidade que ligariam as maiores cidades do país com velocidades de até 400 km/h. A expectativa é que o primeiro comboio veloz possa entrar em serviço em 2026.
O consórcio contempla a prestação de serviços de engenharia, consultoria e design e o desenvolvimento de documentação operacional para o material rodante de alta velocidade e sua produção no próprio país.
Empresas como a Sinara Transport e Siemens Mobility estão envolvidas no projeto, com o objetivo de desenvolver uma composição de trens capaz de atingir as velocidades maiores que as linhas rápidas na Europa.
Parte da empresas já possuem experiência no modal veloz, como a Knorr-Bremse, integrante do programa, que forneceu subsistemas para os 16 trens em parceria com a Siemens, que atualmente operam serviços entre Moscou e São Petersburgo e Nizhny Novgorod, com velocidades de até 250 km/h, e mais 13 desses trens deste tipo estão encomendados.
Fonte: Viatrolebus, 25/06/2020

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Bondinho de Santa Teresa volta a circular

A operação do sistema de bondes de Santa Teresa foi retomada seguindo protocolos definidos pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde. As regras para a volta ao funcionamento foram publicadas nesta quarta-feira (24) no Diário Oficial do estado e passam a valer desde já.

Inicialmente, o funcionamento vai ocorrer de segunda a domingo, das 10h às 16h, mas o horário poderá ser prolongado, de acordo com a demanda. As viagens vão ocorrer a cada hora, intercalando os trajetos entre Carioca - Largo dos Guimarães e Carioca - Dois Irmãos.

A lotação máxima permitida em cada bonde será de 16 passageiros, ou seja, com 50% da capacidade. O uso de máscara de proteção é obrigatório. O transporte deve oferecer álcool em gel 70% aos passageiros nas dependências do veículo.

A Estação Carioca contará com um box para desinfecção viral. A estrutura dispõe de um sensor de presença, que aciona borrifadores com uma solução antisséptica, do pescoço para baixo, para não prejudicar olhos e ouvidos e sem a necessidade de que o passageiro precise retirar a máscara de proteção durante o processo de desinfecção.

Fonte: G1, 24/06/2020

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Ferrovia que vai ligar Paraná ao Mato Grosso do Sul deve ser assinado em julho

O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) que integra o processo de licitação para a construção do trecho ferroviário que irá interligar o município de Maracaju à cidade de Cascavel (PR) deve ser assinado nos próximos 30 dias pelos governos do Paraná e de Mato Grosso do Sul.

A informação foi dada na tarde de segunda-feira (15) ao secretário Jaime Verruck, da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) durante a primeira reunião de trabalho após o anúncio da qualificação do projeto no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) realizado pelo Ministério da Economia e que deve acelerar o processo de desestatização da Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A. (Ferroeste).
Conforme Verruck, a partir de agora, o governo federal passa a auxiliar o governo paranaense com apoio técnico regulatório necessário para a elaboração do edital de licitação, sendo que o primeiro passo é o EVTEA. “Mato Grosso do Sul será diretamente beneficiado já que será construído um ramal de extensão até Maracaju abrindo novo canal de escoamento de soja, etanol e outros produtos até o Porto de Paranaguá. Essa é uma obra de extrema relevância, pois vai oferecer uma alternativa logística mais competitiva para o escoamento da produção do nosso agronegócio. A qualificação do projeto no âmbito da PPI é extremamente importante para atrair investidores”, comentou.
De acordo com o secretário da Casa Civil do Governo do Paraná, Luiz Antonio Fagundes , o EVTEA já foi licitado e contratado pelo Governo do Paraná, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A perspectiva é de que nos próximos 30 dias ocorra a assinatura com a empresa ganhadora.
Segundo o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves, a Ferroeste, no trecho de 248 km entre Guarapuava (PR) a Cascavel (PR), bateu recorde de operação neste ano. “O foco é fazer chegar até o Porto de Paranaguá e interligar Maracaju nesse percurso”, acrescentou.
Ainda de acordo com Jaime Verruck., o passo seguinte será o início da elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). “O EIA-RIMA é de competência do Ibama pois trata-se de uma obra com impacto em dois estados no Rio Paraná, que é da jurisdição da União. Esperamos que seja estabelecido um termo de referência pelo Ibama, mas os órgãos ambientais dos estados vão ficar à disposição para apoiar.
A expectativa, de acordo com o titular da Semagro é de que o leilão da Ferroeste ocorra e seja concluído até o final de 2021. “Já existe uma concessão vigente para essa ferrovia, que vai até 2079. Há uma estimativa inicial de investimento total na ordem de R$ 8 bilhões, sendo que cerca de R$ 3 bilhões voltados para as obras no percurso dentro de Mato Grosso do Sul, o que daria uma perspectiva de mais de mil empregos no período de construção. É uma obra fundamental para o Estado”, finalizou o secretário.
Fonte: G1, 17/06/2020

Alstom implementa serviço de suporte ao Centro de Controle de Operações nas linhas 1, 2 e 4 do MetrôRio

A Alstom deu início ao serviço de suporte remoto para o Centro de Controle Operacional (CCO) das linhas 1, 2 e 4 do MetrôRio. A adesão ao serviço após o período de garantia do projeto é uma iniciativa importante e inédita no contexto atual do Brasil. A ferramenta hotline, uma linha dedicada ao suporte técnico ao cliente, em horário comercial, possibilita o recebimento de orientações técnicas a distância, proporcionando maior agilidade.
“Com a inserção do novo serviço inteligente, as linhas 1, 2 e 4 agora contam com uma melhoria significativa para a equipe técnica dos trens, que terão mais rapidez para sanar dúvidas sobre operações de manutenção”, explica Luciano Barbieri, Vice-presidente de Digital Mobility (ADM) da Alstom na América Latina. Diante do cenário atual onde há recomendação de isolamento social, a implementação do suporte remoto contribui na resolução de dúvidas pelo telefone, reduzindo a necessidade de deslocamento de um técnico até o local e aumentando a eficiência no reestabelecimento dos serviços.
O contrato referente ao suporte remoto com o MetrôRio, é válido por dois anos. A contratação do serviço pós-garantia é inédito no Brasil e para a área de ADM na América Latina. Para o projeto – que contemplou em uma etapa anterior o fornecimento do sistema de sinalização iMux, 100% concebida, projetada e fabricada pela Alstom Brasil –, a empresa contou com a solução Iconis para monitoramento e controle de toda a rede, já usada em mais de 20 países em todo o mundo.
Fonte: Alstom, 15/06/2020 

Mudanças no transporte coletivo aumentaram risco de contágio dos grupos mais vulneráveis à covid-19

Estudo produzido pela Rede de Pesquisa Solidária mostra que as mudanças operacionais realizadas pelos governos estaduais e municipais no transporte público, como redução na circulação de ônibus, trens e metrô, não acompanharam adequadamente a demanda e aumentaram as lotações dos transportes públicos particularmente nas periferias de grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, o que aumentou o risco de contágio da covid-19. 

Na capital paulista, as linhas da região central tiveram redução de 68% de passageiros e de 61,3% no número de ônibus circulando, ao passo que na região leste, a demanda se reduziu em cerca de 5% a menos do que na região central (63,6%), mas a redução da oferta de ônibus não acompanhou essa diferença, sendo mantida em 61,6%. Assim, o estudo conclui que as desigualdades relacionadas ao transporte público aumentaram em razão das medidas adotadas pelos gestores durante a pandemia.

As conclusões do trabalho estão reunidas em uma nota técnica publicada pela Rede de Pesquisa Solidária. O estudo foi coordenado por Mariana Giannotti, pesquisadora do Centro de Estudos da Metrópole (CEM) e professora da Escola Politécnica (Poli), e teve participação dos pesquisadores Tainá Bittencourt e Pedro Logiodice, ambos da Poli e do CEM. O centro é um dos integrantes da rede, que reúne mais de 40 pesquisadores para analisar a eficácia e sugerir aperfeiçoamentos das políticas públicas para o enfrentamento da covid-19. 

"Além de não reduzirem as taxas de lotação observadas nos anos anteriores, no sentido de diminuir a exposição e contaminação nos trajetos, [as mudanças] geraram muitas vezes condições ainda piores do que antes da pandemia", destacam os autores.

De acordo com a pesquisa, as alterações feitas no sistema de transporte durante a pandemia elevaram em até 80% a frequência nas estações nas regiões periféricas.

"A redução da circulação de ônibus, que pode fazer algum sentido do ponto de vista financeiro, provoca lotações, aglomerações e aumenta, assim, o risco de contágio da população. As desigualdades sociais e de raça nos deslocamentos urbanos aumentam o risco de contágio em moradores das periferias." 

Com base no observado pelos pesquisadores, e considerando o cenário de retomada das atividades não essenciais, eles sugerem medidas para redução dos riscos, como a utilização de veículos adicionais em trechos de maior lotação, somados a veículos expressos e diretos entre grandes terminais e polos de origem e destino de viagens.

 "Isso pode criar pontos de alívio e reduzir os custos associados ao maior número de veículos em operação", destacam.

O reforço de linhas locais e capilares que conectam as diferentes áreas da cidade às linhas estruturais de transporte público de média e alta capacidade também pode contribuir para reduzir a pressão por mais ônibus e aumentar a frequência do serviço. 

"O estudo indica que é importante olhar a cidade como um todo, mas não apenas de forma agregada. As ações devem considerar as diferenças presentes no território para atuar de forma condizente à realidade de cada região, em busca de minimizar o impacto das desigualdades socioespaciais", afirma a professora Mariana Giannotti.

Demanda e oferta

As políticas de isolamento restritivas adotadas em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro reduziram a frequência aos locais de trabalho, ambientes de lazer e uso dos transportes públicos. Com isso, várias cidades diminuíram a oferta de ônibus, trens e metrôs. Mais de 300 linhas foram suspensas na Grande São Paulo e quase 600 na Grande Rio, por exemplo. Contudo, a demanda e a oferta reduziram em diferentes proporções e de forma não homogênea pelas cidades e uma grande parte das linhas de ônibus que teve aumento da demanda atende a periferia, cuja população enfrenta condições de trabalho mais precárias, recebe menor remuneração e se desloca por mais tempo e em piores condições.

Nas regiões mais afastadas, a lotação dos ônibus se mantém muito próxima dos já altos níveis observados antes da pandemia, o que contribui para a disseminação do vírus e aumenta as desigualdades entre as regiões e populações.

 "Nesse cenário, em que a redução da oferta é proporcional à redução da demanda, a lotação estimada para grande parte das linhas periféricas seria maior do que seis passageiros por metro quadrado, o que corresponde a uma distância entre pessoas muito menor do que os dois metros recomendados pelas agências e organizações de saúde, resultando em altíssimo risco de contaminação pelo vírus", alertam.

A suspensão de rotas e redução da frequência, aliadas às restrições ao tráfego de veículos, provocaram a migração dos passageiros para outros modos de transporte que continuaram operando, como o metroferroviário.

 "A frequência às estações de metrô e trem em São Paulo e Rio de Janeiro no início de maio, por exemplo, estava em 30% do usual nas regiões centrais, onde as condições sociais para o isolamento social são maiores. Nas regiões periféricas, a demanda seguiu os padrões anteriores à pandemia e, em alguns casos, chegou a ser até 80% maior", contabilizam no estudo.

Reduzindo a desigualdadeCom base nesse cenário, os pesquisadores propuseram medidas que podem reduzir as desigualdades relacionadas ao transporte, apresentando simulações do impacto de diferentes cenários de isolamento social para a cidade de São Paulo. Na simulação com operação total da frota, o risco de contaminação causada pela aglomeração nos deslocamentos com transporte público é consideravelmente reduzido com as políticas de isolamento social.

Com taxa de isolamento médio de 45% e a premissa de disponibilidade de assentos para todos os usuários (sem aglomerações no corredor dos veículos), a recomendação é de aumento da oferta de ônibus em circulação em relação à operação anterior à pandemia, de modo a garantir deslocamentos mais seguros em termos do risco de contaminação. No centro, a frota poderia ser reduzida a níveis mais baixos, porém deveria manter a garantia de uma frequência horária mínima.

Na simulação de um quadro pós-isolamento social e com a retomada de 100% dos deslocamentos, foi adotado como critério a taxa de lotação máxima de dois passageiros por metro quadrado para garantir algum espaço entre passageiros em pé. Nesse cenário se repete a recomendação dada para o cenário anterior, mas grande parte das linhas que servem as regiões periféricas teria que receber mais do que o dobro do número de veículos que operam usualmente, ou contar com alternativas complementares de transportes como vans ou similares.

A Rede de Pesquisa Solidária é uma iniciativa de pesquisadores para calibrar o foco e aperfeiçoar a qualidade das políticas públicas dos governos federal, estaduais e municipais que procuram atuar em meio à crise da covid-19 para salvar vidas. O alvo é melhorar o debate e o trabalho de gestores públicos, autoridades, congressistas, imprensa, comunidade acadêmica e empresários, todos preocupados com as ações concretas que têm impacto na vida da população. Trabalhando na intersecção das Humanidades com as áreas de Exatas e Biológicas, trata-se de uma rede multidisciplinar e multi-institucional que está em contato com centros de excelência no exterior, como as Universidades de Oxford e Chicago.

A coordenação científica está com a professora Lorena Barberia, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. No comitê de coordenação estão: Glauco Arbix (FFLCH e Observatório da Inovação), João Paulo Veiga (FFLCH), Graziela Castello, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), Fábio Senne (Nic.br) e José Eduardo Krieger, do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). O comitê de coordenação representa quatro instituições de apoio: o Cebrap, o Observatório da Inovação, o Nic.br e o Incor. 

A divulgação dos resultados das atividades será feita semanalmente através de um boletim, elaborado por Glauco Arbix, João Paulo Veiga e Lorena Barberia. São mais de 40 pesquisadores e várias instituições de apoio que sustentam as pesquisas voltadas para acompanhar, comparar e analisar as políticas públicas que o governo federal e os Estados tomam diante da crise.

TRENS: Transporte Rápido, Ecologicamente correto, Não poluente e Seguro

No dia 30 de abril estaremos comemorando os 168 anos de inauguração da primeira Ferrovia do Brasil, a Estrada de Ferro de Petrópolis da Impe...